Gabriella Papadakis e Guillaume Cizeron

sábado, 29 de abril de 2017
Olá, tudo bem?

Hoje vamos falar sobre os atletas franceses Gabriella Papadakis e Guillaume Cizeron.

Fonte

Gabriella Papadakis nasceu em 1995, em Clemont-Ferrand. Guillaume nasceu na cidade de Montbrison, em 1994. É filho do dono do Auvergne Clermont Dance Club Ice, na cidade de
Clemont-Ferrand.

Ao contrário de alguns patinadores, que possuem muitos parceiros de dupla ao longo dos anos, eles estão juntos desde os 8 e 9 anos. Foi a mãe de Gabriella, Catherine, quem percebeu o potencial. Ela foi a primeira treinadora da dupla.
O primeiro mundial júnior foi no ano de 2010 e a dupla terminou na 22ª posição. Com o passar dos anos, eles foram evoluindo. No mundial de 2011 eles terminaram em 12º, em 2012 em 5º e em 2013 em 2º. Na temporada 2013-2014 eles fizeram a estreia no profissional. O destaque foi a 2ª posição no campeonato francês. Eles não estiveram nas Olimpíadas de Sochi. Ainda em 2014, eles passaram a treinar no Canadá.

Na temporada seguinte a dupla teve uma grande evolução. Conseguiram um 3º lugar na final do Grand Prix de 2014 e vitórias no Europeu e no Mundial de 2015. Infelizmente, a dupla sofreu um sério problema ainda nesse ano. Gabrielle caiu durante um treino e machucou a cabeça. Ela ficou imóvel por um longo tempo no gelo, sem ser capaz de se mover ou falar nada. Mesmo depois de socorrida, a lesão causou problemas de equilíbrio e na fala.

Felizmente, Gabrielle não só recuperou a saúde como pôde voltar às competições. Em 2016, eles voltaram a vencer o Europeu e o Mundial.

Na temporada 2016-2017 a dupla viu sua liderança ser ameaçada pela dupla Tessa Virtue/Scott Moir, que voltaram da aposentadoria. Os canadenses venceram os franceses tanto na final do Grand Prix quanto no Mundial. Apesar disso, a dupla conseguiu quebrar o recorde do programa longo no Mundial, com 119,51. Esse resultado dá esperanças de que a jovem dupla eventualmente consiga vencer Virtue/Moir, que até aqui parecem imbatíveis.

Comparando os dois com os outros patinadores que já falamos aqui, dá para perceber que na dança o timing é diferente. Geralmente, o amadurecimento é mais lento, de forma que os patinadores são mais velhos quando se tornam competitivos. Essa é uma vantagem da dupla francesa: eles ainda são jovens e mesmo assim já estão obtendo ótimos resultados.

Gabrielle e Guillaume tem personalidades bem diferentes. Ela é mais tímida, tem problemas de concentração e é mais sonhadora. Ele é realista e geralmente fala muito mais nas entrevistas. Essa diferença poderia gerar conflitos, mas acaba fazendo com que se complementem. Eles raramente se desentendem.

A dupla tem buscado por apresentações diferentes do normal, experimentando coisas novas e deixando de lado os clichês das provas de dança.

Uma curiosidade interessante é que Papadakis/Cizeron treinam no mesmo local que seus maiores rivais, a dupla Virtue/Moir. Apesar da rivalidade, eles tem boas relações.


E então, qual patinadores vocês querem ver a seguir?

Até mais!

Off-ice | Checklist para warm-up, cool-down e alongamento para competições e prática

quarta-feira, 26 de abril de 2017
Boa noite!




Hoje vamos mostrar uma lista bem objetiva de exercícios que podem ser feitos antes/depois da prática ou das competições. Esses exercícios de aquecimento (warm-up), alongamento e esfriamento (cool-down) são feitos fora do gelo. O aquecimento fora do gelo deve ser feito por pelo menos 45 minutos antes de você colocar seus patins para treinar ou fazer o aquecimento no gelo. Para saber mais sobre esses exercícios, cliquem os links sugeridos a seguir:





Aquecimento geral

O aquecimento deve ser feito em uma superfície adequada e com sapatos apropriados. Os patinadores podem fazer as seguintes atividades por pelo menos 5 minutos cada:

Pular corda
Correr no mesmo lugar
Subir e descer de um step
Correr numa escada
Exercícios de footwork
Polichinelos e calistenia





Alongamento completo
Os patinadores devem alongar cada área por 20 a 30 segundos. Para alongamentos circulares, o ideal é fazer 5 para cada direção. A seguir está a lista das regiões que devem ser alongadas:

Pescoço
Peito
Braços, ombros e pulsos
Torso, coluna e abdominais
Coxas, quadríceps (parte superior das pernas)
Isquiotibiais (parte superior das pernas)
Quadris
Panturrilha (parte inferior das pernas)
tornozelos, pés e canelas




Aquecimento específico

 Nesse momento, o patinador faz exercícios que parecem o que eles farão no gelo. Veja a lista a seguir:

Pulos no lugar
Pulos para treinar altura e distância
 Rotações do torso/tronco
Simulação de axel/axel duplo
Treinar a posição de pouso dos saltos
Rotação dos saltos





Esfriamento

 O esfriamento é feito após o treino para ajudar o patinador a relaxar, como já explicamos em outro post. Aqui estão algumas coisas que os patinadores fazem nesse momento:

 Deslizar sobre o gelo num ritmo leve a moderado
Correr no mesmo lugar num ritmo leve 
Fazer alongamento total do corpo



O que acharam dos exercícios?
Se você patina apenas por diversão, sugiro fazer alongamento antes de entrar na pista (do mesmo jeito que fazemos quando corremos ou fazemos outras atividades físicas). Essa carga de treino sugerida no post é recomendada para os atletas, que treinam horas por dia e precisam estar muito preparados! Essa rotina é muito importante para que os patinadores tenham um melhor desempenho, além de prevenir lesões.

Até o próximo post!


Treinamento de força

segunda-feira, 24 de abril de 2017
Olá, tudo bem?

Força pode ser definida como a habilidade para produzir ou resistir à força. É essencial para um patinador em vários elementos. Por isso, esse treinamento deve ser feito por patinadores em qualquer nível, desde o iniciante até o profissional. Além de auxiliar no desempenho do patinador, esse tipo de treinamento também ajuda a prevenir lesões.

Fonte


Os patinadores precisam aguentar muitos impactos nos tornozelos, joelhos, juntas dos quadris e na região lombar. Esses impactos podem alcançar até 3 vezes o peso dele no momento da execução do salto e até 9 vezes no pouso. Se considerarmos que os atletas realizam vários saltos rotineiramente e que muitas vezes são adolescentes cujo corpo ainda não está totalmente formado, esse problema fica ainda maior.

Alguns dos grupos musculares a serem trabalhados são os quadríceps, glúteos, abdominais e gastrocnêmio, entre outros.

Fonte


Os abdominais são parte importante do treinamento e podem ser realizados com algumas variações. Levantamento de peso também é um exercício comum, principalmente para os homens nos pares, já que é necessária grande força para sustentar a parceira em alguns saltos lançados e lifts. Flexões e agachamentos também são alguns importantes exercícios.


Alguns princípios devem ser observados no treinamento de força:

1. Frequência - geralmente, o treinamento de força é feito pelo menos duas ou três vezes por semana

2. Duração - em geral as sessões duram de 45 a 55 minutos

3. Volume - geralmente são 3 a 4 séries de 20 repetições por exercício

4. Intensidade - diz respeito ao peso que o patinador vai levantar por repetição

5. Descanso - é importante observar não só o intervalo de descanso adequado entre os exercícios como também o descanso entre as sessões de treino, que deve ser de pelo menos 24 horas.

6. Tipo de exercício - variar o tipo de exercício para atender diferentes necessidades, além de realizar séries para evitar desbalanceamento muscular, que pode levar a lesões.

7. Ordem dos exercícios - geralmente se parte de exercícios que trabalham múltiplas partes para movimentos mais específicos.


É aconselhável que esse tipo de exercício seja acompanhado por um profissional qualificado, principalmente  quando a intensidade é maior ou há alguma questão sensível em relação ao patinador (ser idoso ou muito jovem, por exemplo)

Um exemplo de programa de treinamento de força pode ser visto aqui. Há alguns vídeos mostrando treinamento de força para patinadores, como este.



Até mais!


Fonte: Conditioning for Figure Skating. Carl M. Poe

Tradução | Sendai homenageia Yuzuru e Arakawa

sábado, 22 de abril de 2017
Boa noite!

Hoje traduzimos mais um artigo, dessa vez do jornal japonês Mainichi. Este artigo foi postado no dia 17/04/2017 e fala sobre a homenagem que a cidade de Sendai fez para os patinadores que conquistaram a medalha de ouro nas Olimpíadas de Inverno, Yuzuru Hanyu e Shizuka Arakawa. Vamos conferir?


Sendai homenageia os medalhistas de ouro das Olimpíadas, Hanyu e Arakawa

https://mainichi.jp/english/articles/20170417/p2a/00m/0na/011000c
Fonte | Os medalhistas de ouro olímpicos Yuzuru Hanyu, à esquerda, e Shizuka Arakawa posam para fotografias na frente dos monumentos que comemoram suas realizações distintas em Sendai, em 16 de abril de 2017. (Mainichi)

SENDAI -- Um par de movimentos comemorando as realizações distintas de Yuzuru Hanyu e Shizuka Arakawa foi revelado aqui em abril de 2016, com a presença dos dois patinadores campeões olímpicos e centenas de fãs.

Os painéis de vidro com imagens em tamanho real de Hanyu e Arakawa das suas performances vencedoras da medalha de ouro nas Olimpíadas de Sochi em 2014 e Turim em 2006, respectivamente, foram instalados na frente da Estação Central Internacional na linha Tozai no metrô de Sendai, na cidade de Aoba Ward. Hanyu e Arakawa já moraram em Sendai.

Cerca de 700 fãs se reuniram para a cerimônia de inauguração, em parte devido à raridade com que Hanyu recentemente compareceu a tais eventos.

Depois da cerimônia, Hanyu compartilhou seus pensamentos sobre a aposentadoria da Mao Asada na coletiva de imprensa, elogiando-a como um "símbolo de assumir desafios". 

"Não importa o quão difíceis são os passos, spins e saltos que ela adicionava em suas performance para combinar com suas músicas, ela nunca daria a impressão de que estava fazendo algo difícil, e era isso que a diferenciava dos outros patinadores," disse Hanyu. "Eu admiro ela por isso".

Quando Asada anunciou sua aposentadoria em seu blog na noite de 10 de abril, Hanyu disse que ele ficou devastado e aflito, sem conseguir dormir. Relembrando a vez que ele conseguiu fazer um triplo Axel, que agora é sua marca registrada, Hanyu disse que ele aprendeu depois de assistir os saltos de Asada durante um acampamento de treino em 2008. "Eu devo meu primeiro triplo Axel a Srta. Asada," disse Hanyu.

"Cada vez que eu faço meu salto, eu percebo que Asada... não, Mao vive em meu coração," ele disse.





Olympic gold medalists Yuzuru Hanyu, left, and Shizuka Arakawa pose for photographs in front of the monuments commemorating their distinguished achievements, in Sendai on April 16, 2017. (Mainichi)
Bom pessoal, este foi o post de hoje.
Se vocês tiverem sugestões de artigo para traduzirmos é só entrar em contato com a gente :)

Bom fim de semana!!!
Olympic gold medalists Yuzuru Hanyu, left, and Shizuka Arakawa pose for photographs in front of the monuments commemorating their distinguished achievements, in Sendai on April 16, 2017. (Mainichi)
Olympic gold medalists Yuzuru Hanyu, left, and Shizuka Arakawa pose for photographs in front of the monuments commemorating their distinguished achievements, in Sendai on April 16, 2017. (Mainichi)


World Team Trophy 2017

quarta-feira, 19 de abril de 2017
Olá, tudo bem?

Fonte


Fechando a temporada teremos o evento World Team Trophy, disputado em Tóquio, de 20 até 23 de abril. A página do evento pode ser acessada por aqui. Aqui está o link para assistir ao vivo (stream oficial da ISU). Seguem os horários e outras informações acerca das apresentações.


Como funciona o World Team Trophy?

Os 6 países com melhor desempenho na temporada participam. Eles enviam 2 mulheres, 2 homens, 1 par e 1 dupla de dança no gelo.

O evento é dividido em duas etapas: programa curto e programa longo. Cada programa conta separadamente. Cada colocação garante uma pontuação diferente, conforme a imagem a seguir. No individual, quem fica em primeiro ganha 12 pontos, o segundo lugar ganha 11, o terceiro 10 e assim por diante, até 1. Nos pares e dança os pontos vão de 12 a 7. A soma dos pontos de cada membro do time (nas duas etapas) são somados e o país com a melhor pontuação vence. 

20/4/2017


3:15 - Curto dança






4:35 - Curto feminino






6:40 - Curto masculino






21/4/2017


4:00 - Curto pares






5:25 - Longo dança

1 Marie-Jade LAURIAULT/Romain LE GAC FRA
2 Kana MURAMOTO/Chris REED JPN
3 Shiyue WANG/Xinyu LIU CHN
4 Ekaterina BOBROVA/Dmitri SOLOVIEV  RUS
5 Kaitlyn WEAVER/Andrew POJE CAN
6 Madison CHOCK/Evan BATES USA





7:00 - longo masculino  


1 Kevin REYNOLDS CAN   
2 Maxim KOVTUN      RUS
3 Tangxu LI      CHN
4 Kevin AYMOZ      FRA
5 Chafik BESSEGHIER FRA
6 Yuzuru HANYU      JPN
7 Patrick CHAN      CAN
8 Jason BROWN      USA
9 Mikhail KOLYADA RUS
10 Boyang JIN      CHN
11 Nathan CHEN      USA
12 Shoma UNO      JPN



22/4/2017


3:15 - Longo pares






4:50 - Longo feminino









Por enquanto é só. Vamos atualizando a postagem conforme os eventos forem acontecendo.

Até mais! 


Equipe brasileira de patinação artística no gelo

segunda-feira, 17 de abril de 2017
Boa noite!

Hoje vamos falar um pouco sobre os atletas que representam o Brasil na patinação no gelo. A nossa federação é a CBDG (Confederação Brasileira de Desportos no Gelo). Eles atuam desde de 1996 e são responsáveis por 7 modalidades de esportes no gelo, incluindo hóquei e curling. Vamos conferir?


Amanda Kalluf

Amanda é a patinadora mais nova da equipe! Ela patina desde que tinha 3 anos de idade. Ela nasceu nos Estados Unidos, mas seus pais são brasileiros. Amanda ficou em terceiro lugar no Open Chespeake de 2013. Ela também participou do Dream Program de 2016 e conquistou uma medalha de ouro. Seu sonho é participar dos jogos olímpicos de inverno.


 Fonte


 Deborah Bell

Deborah tem 23 anos. Seu pai é inglês e sua mãe é brasileira. Ela nasceu em Natal, RN, mas se mudou para a Inglaterra quando tinha 9 anos. Deborah patina desde que tinha 12 anos de idade. No fim do ano passado ela esteve em Gramado, RS, fazendo shows no Snowland durante o Natal Luz. Ela também participou do Dragon Trophy em fevereiro deste ano.

Fonte


Felipe Kubo

Felipe patina há dois anos e mora em São Paulo. Já ficou em primeiro lugar nos campeonatos abertos de São Paulo e do Rio. Este ano também participou do Dream Program, na Coreia do Sul, programa que visa estimular o desenvolvimento de modalidades de inverno em países sem tradição nesses esportes.


 Fonte


Giulia Flemming

Giulia nasceu em Campinas, SP e começou a patinar quando tinha 7 anos, idade que tinha quando se mudou para os Estados Unidos. Ela já conquistou 6 medalhas de ouro em categorias de base. Giulia também já participou de um show beneficente de patinação, ao lado de patinadores como Polina Edmunds e Max Aaron. Giulia tem treinado com afinco para começar a representar o Brasil em competições internacionais.


 Fonte


Isadora Williams

Isadora dispensa apresentações. É nossa atleta mais conhecida, já que participou das Olimpíadas de 2014, em Sochi. Isadora nasceu nos Estados Unidos. Sua mãe é brasileira e daí surgiu o sonho de representar o Brasil. A patinadora de 21 anos participou do Mundial recentemente, visando uma vaga nos próximos jogos Olímpicos. Ela também foi a primeira patinadora a conquistar uma medalha de ouro para o Brasil em uma competição internacional. Isa já conquistou outras medalhas para o Brasil e amadureceu muito como patinadora nos últimos tempos. No mês passado ela deu uma entrevista exclusiva para o Figure Skating Brasil. Clique aqui para ler e conhecer um pouco mais sobre a Isadora.

Fonte


Karolina Calhoun

Karolina compete na categoria dança no gelo junto com Logan Leonesio. Ela nasceu nos Estados Unidos, mas sua mãe é brasileira. Ela sempre passava as férias no Brasil quando era criança e fala português muito bem. Ela começou a patinar com 5 anos de idade, depois de ir a festa de uma amiga num rink de patinação. Karolina competia no individual feminino, mas devido a uma lesão, resolveu mudar para a dança. Nesta temporada ela participou de duas etapas do Grand Prix Junior e estava tentando atingir o índice para participar do Mundial Junior, mas não conseguiu. Seu sonho é fazer a patinação no gelo ser mais conhecida no Brasil.

Fonte


Kevin Bettencourt

Kevin nasceu em Toronto e é naturalizado brasileiro. Sua mãe é brasileira e seu pai português. Ele tem 26 anos e começou a patinar aos 7 e foi o primeiro patinador a representar o Brasil em uma competição da ISU (4CC de 2008). O patinador já participou do Mundial Junior em 2010. Kevin já representou o Brasil em diversas competições internacionais. Ele também é ator e cantor. Não conseguimos achar mais informações atuais sobre ele. Kevin ainda está na lista da CBDG, mas não conseguimos saber se ele ainda patina ou já se aposentou. Se alguém souber mais alguma coisa sobre ele por favor nos conte aí embaixo.

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Logan Leonesio

Logan é americano e faz dupla com a Karolina na dança no gelo. Ele começou a patinar aos 5 anos e mudou para dança no gelo aos 11. Antes disso ele tentou pares, mas não gostou muito desta modalidade.

Fonte


Luiz Manella

Luiz nasceu em Londrina, PR, mas mora nos Estados Unidos desde que tinha 8 anos. Ele tem 22 anos e já representou o Brasil em competições importantes, como o 4CC, o Mundial Junior e o Grand Prix Junior. Ela já conseguiu medalhas de ouro em campeonatos dos Estados Unidos e chegou perto de participar das Olimpíadas de Sochi. Em 2016 Luiz foi nomeado embaixador do Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude. O patinador consegue executar saltos quádruplos e tem muito potencial. Atualmente parece que ele está tentando migrar para a categoria pares.


Fonte


Maria Eugênia Lopes

Maria nasceu nos Estados Unidos, mas seus pais são brasileiros. Ela já venceu várias competições nos Estados unidos, como o Middle Atlantic Figure Skating em 2010, o Cantiaque Trophy Cup em 2011 e o Regional Figure Skating de 2012.


Amanda, Isadora, Giulia, Maria, Karolina e Luiz em um workshop da CBDG - Fonte


Sophia Duchemin

Não consegui encontrar muitas informações sobre a Sophia, mas este ano ela representou o Brasil no Dream Program junto com Felipe Kubo. Ela sempre participa do Rio Open. Parece que ela mora e treina no Rio de Janeiro. Se alguém souber mais sobre a Sophia por favor compartilhe conosco para acrescentarmos aqui.





Para finalizar, eu gostaria de deixar registrado aqui outros atletas que já representaram o Brasil na patinação artística anteriormente, mas que agora não competem mais ou atuam como treinadores: Alessia Baldo, Stephanie Gardner, Simone Pastusiak, StacyPerfetti e Elena Rodrigues.

Se você patina e tem vontade de se filiar à CBDG, confira as instruções aqui.


Tenham uma ótima semana!


5 Músicas que eu gostaria de ver algum patinador usando

sábado, 15 de abril de 2017
Olá, tudo bem?

Imagino que todo mundo que gosta de patinação já pensou em alguma música que queria ver em alguma apresentação. Eu sou tão obcecado por isso que logo que ouço uma música imediatamente me pergunto se ela ficaria bem em um programa de patinação.

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A música é uma parte muito importante da apresentação, mesmo que não conte pontos diretamente. Ela pode levantar o público ou dispersar a atenção de quem assiste. Ajuda a gerar momentos memoráveis, que ficam para a história do esporte.

Confesso que uma desvantagem de não ser um patinador é não poder ver certas músicas serem usadas no gelo. Tudo o que podemos fazer é torcer para que alguém tenha a nossa mesma ideia.

E quais músicas eu gostaria de ver? Muitas, mas selecionei 5 músicas (ou artistas) da minha lista para compartilhar com vocês. Em alguns casos, é muito difícil escolher uma só, então usei uma música só como exemplo. Pode ser que já tenha tido alguma apresentação com essas músicas, mas aí eu não conheço ou não me satisfez por causa da coreografia, corte das músicas, etc...


1. Dario Marianelli - Trilha sonora de Orgulho e Preconceito




A trilha sonora da adaptação do livro de Jane Austen é muito boa, cheia de músicas no piano. Imediatamente nos remete à época em que se passa a trama. A seleção é muito boa. É uma ótima chance para fazer um mix entre faixas mais lentas e mais animadas, além de agradar em cheio os muitos fãs da obra.


2. Waldir Azevedo - Minhas mãos, meu cavaquinho



Hoje, pouca gente conhece Waldir Azevedo, que é considerado por muitos o maior músico de chorinho (gênero que também é bem desconhecido hoje em dia). Ele é o compositor do brasileirinho, que segundo a lenda foi feito em um cavaquinho de brinquedo com todas as cordas estragadas, exceto uma. E é por isso que só usa uma das cordas. Bom, se ele consegue fazer isso com uma corda, imaginem o que faz com o faz com todas. Há belas músicas dele que adoraria ver serem usadas, como a que escolhi acima. O vídeo repete ela várias vezes, mas na verdade vai até 4:00. Sempre quis ver como o efeito caixinha de música do chorinho ficaria em um programa. Acho que seria muito bonito e diferente. Pena que a chance de acontecer é muito pequena, pois dificilmente alguém vai lembrar de usar um choro. 

3. Joe Hisaishi - Merry Go Round of Life





Joe Hisaishi é o compositor de muitas músicas do Estudio Ghibli em seus filmes. Ele não é exatamente esquecido pelos patinadores: Yuzuru Hanyu usou Asian Dream Song em seu programa longo (música que não é de nenhuma animação do Ghibli) e Elizabet Tursynbayeva usou o tema de Princesa Mononoke. Mas embora sejam belas músicas, não estão entre as minhas favoritas. Eu gostaria de ver os temas de Naausica, Kiki Delivery Service, Vidas ao Vento e Castelo Animado. Eu torço para que as músicas de Joe sejam cada vez mais lembradas pelos patinadores.


4. Villa-Lobos - Bachianas Brasileiras No. 4





Villa-Lobos é um nome bem conhecido pelos brasileiros, mas infelizmente suas músicas não são tão ouvidas quanto deveriam. Suas músicas são muito ricas e passam emoção. Por isso, seria muito legal ver uma apresentação mais puxada para o clássico usando as músicas dele, em especial essa do vídeo.

5. Jardim Secreto - Zbigniew Preisner




Sempre gostei muito da trilha sonora do filme. Ela consegue dar conta de captar o clima de magia e cura que tem na história. Realmente gostaria de ver ela sendo usada em um programa de patinação. Infelizmente, como o filme é antigo, é pouco provável de acontecer.


E então, quais são as músicas que vocês gostariam de ver nos rinks de patinação?

Até mais!


Tradução | Aposentadoria da Mao Asada

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Olá, tudo bem?

Como já falamos nas redes sociais, Mao Asada anunciou sua aposentadoria de surpresa na segunda-feira, 10/04/2017 (terça-feira no Japão). Já fizemos um post falando sobre a carreira dela. Agora trazemos uma tradução de uma matéria publicada na página do Eurosport, onde podemos ver mais detalhes sobre a sua decisão. 


Fonte

Patinadora japonesa Mao Asada deu tudo de si e não tem arrependimentos.

A patinadora japonesa Mao Asada, medalhista de prata nas Olimpíadas e três vezes campeã mundial, disse na quarta-feira que ela deu tudo de si em sua carreira competitiva e que não tinha arrependimentos sobre sua aposentadoria das competições.

A patinadora de 26 anos, conhecida por ser a única mulher a realizar com sucesso o complicado triplo Axel três vezes em uma única competição, disse na segunda-feira que ela perdeu a vontade de competir.

Asada, que já havia tirado um ano de folga da patinação em 2015, disse em uma conferência de imprensa na quarta-feira que embora a decisão seja difícil, ela aos poucos foi percebendo que era a hora certa.

“Até agora na minha carreira, eu dei tudo que tinha, e não tenho arrependimentos”, disse Asada, que se manteve em boa parte do evento calma e sorridente, mas que em certo ponto chegou a segurar as lágrimas.

Asada é famosa no Japão, conhecida pelo apelido carinhoso de “Mao-chan”, e as manchetes sobre sua aposentadoria pulularam nas primeiras páginas de jornais na terça-feira.

A conferência acerca da aposentadoria foi transmitida ao vivo por todas as estações de TV locais, e vários jornais fizeram editoriais com um deles a chamando de “heroína nacional”.

Atingida por uma dor no joelho na última temporada, Asada terminou em 12º lugar no campeonato nacional em dezembro. Foi a sua pior colocação na competição, que ela já venceu seis vezes – situação que ela considerou como a chave para a sua decisão.

“A primeira temporada após voltar para as competições foi boa, mas na segunda eu realmente tinha que ficar falando para mim mesma para continuar em frente”, disse Asada, que descreveu seu sentimento como se não fosse capaz de acompanhar os avanços no esporte.

“Depois do nacional, eu pensei 'bem, é isso'.”

Asada começou a patinar com 5 anos, atraída ao esporte por sua irmã mais velha, Mai, e começou a chamar a atenção enquanto era uma júnior, atuando na mesma época que a sul coreana Yuna Kim, uma rivalidade que durou por quase toda a sua carreira.

A rivalidade de Kim e Asada teve seu ápice nas Olimpíadas de 2010 em Vancouver, Canadá, quando Asada terminou com a medalha de prata e Kim com a de ouro.



Asada era considerada como uma das favoritas para as Olimpíadas de Sochi de 2014, mas teve um programa curto desastroso, embora tenha se recuperado no programa longo. Ela terminou em sexto lugar.
“Após o programa curto, eu pensei que não conseguiria voltar para o Japão, e mesmo na manhã do programa longo, eu ainda acordei me sentindo assim,” ela disse.

“Mas no momento que eu pisei no rink, eu pensei que eu tinha que fazer isso, e eu dei o melhor de mim.”

Perguntada sobre planos futuros, Asada disse que ela vai fazer parte de um show no gelo nesse verão, mas ainda pensa sobre descansar.

“Eu venho patinando desde que tinha cinco anos e ganhei muito com isso”, ela disse. “Então, eu quero fazer algo, de alguma forma, para também devolver algo ao esporte.”






 Esse não foi o único anúncio de aposentadoria de um grande nome do esporte. Recentemente, o russo Evgene Plushenko anunciou que não havia possibilidade de voltar aos rinks para disputar as Olimpíadas de 2017. Entretanto, o anúncio dele não foi tão traumático, já que ele já estava afastado das competições por um longo tempo. Plushenko planeja abrir um rink de patinação próprio.

E vocês, o que acharam da aposentadoria da Mao? Alguém gostaria de patinar no rink do Plushenko?

Até mais!


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